Se existe um padrão, existe uma oportunidade
Toda automação começa com uma repetição. Não existe exceção: se algo acontece uma única vez, não há o que automatizar. O valor está em identificar a repetição cedo — de preferência antes de ela ser aceita como parte do trabalho.
O padrão que virou paisagem
O problema é que padrões custosos raramente se apresentam como problema. Eles viram rotina. "Segunda-feira é dia de fechar a planilha" deixa de ser um sintoma e passa a ser cultura.
Quando alguém de fora pergunta por que aquilo é feito assim, a resposta costuma ser uma variação de "sempre foi".
Três lugares onde o padrão se esconde
- Nos anexos de e-mail. Se a mesma planilha circula toda semana, existe um processo não modelado ali.
- Nas exceções. Exceção que se repete não é exceção: é uma regra que ninguém escreveu.
- No retrabalho. Todo retrabalho recorrente aponta para uma etapa anterior mal resolvida.
Do padrão à decisão
Encontrar o padrão não obriga a automatizá-lo. Essa é a diferença entre identificar e discernir — e é por isso que os dois são sentidos separados.
Alguns padrões custam mais para automatizar do que para conviver. O critério vem depois da descoberta, nunca antes.